Título Original: Le Capital
Ano: 2012
País de Origem: França
Realizador: Costa-Gavras
Género: Drama
Duração: 1h54min
Elenco: Com: Gad Elmaleh, Gabriel Byrne, Natacha Régnier
Sinopse
"O Capital" segue os meandros do mundo da Banca através da ascensão de Marc Tourneuil, um empresário sem escrúpulos, à direcção de um dos mais importantes bancos europeus. Sob o mote "continuaremos a roubar aos pobres para dar aos ricos", o realizador desvenda alguns dos jogos de poder que garantem o aumento de capital e constante enriquecimento dos bancos. Com argumento e realização do aclamado realizador grego Costa-Gavras ("Missing - Desaparecido", "Golpe a Golpe", "Paraíso a Oeste"), um drama que pretende expor as origens e consequências da crise económica e a responsabilidade moral das instituições bancárias nas vidas do cidadão comum.
A cidade com hortas que oferecem alimentos gratuitos a seus moradores
"Todmorden é uma pequena cidade da Inglaterra, na qual seus 17 mil habitantes podem se alimentar de graça. Há cinco anos nasceu o projeto The Incredible Edible Todmorden, que consiste no cultivo de hortas coletivas em espaços públicos da cidade. Todo alimento cultivado nestes locais está disponível para qualquer morador consumir. E de graça.
São mais de 40 cantos comestíveis espalhados por Todmorden: desde banheiras nas ruas até o quintal da delegacia da cidade, passando por jardins de centros de saúde e do cemitério local. A ideia é incentivar que toda comunidade cultive seus próprios alimentos e pense melhor sobre os recursos que consome.
“Não fazemos isso porque estamos entediados, mas porque queremos dar início a uma revolução”, diz Pam Warhurst, cofundadora do projeto, durante sua palestra no TEDSalon, em Londres. “As pessoas querem ações positivas nas quais possam se engajar e, bem no fundo, sabem que chegou a hora de assumir responsabilidades e investir em mais gentileza com o outro e com o meio ambiente”.
E se cada cidade cultivasse os seus próprios vegetais?
"Na Inglaterra, no condado de West Yorkshire, já há um lugar onde são cultivados todas as hortaliças consumidas. É Todmorden, uma cidade de 14.000 habitantes, onde, desde o ano passado, os vegetais são cultivados nos canteiros e em outros espaços públicos.
Todmorden não é uma aldeia perdida no meio do nada: a cidade de Manchester fica ao lado, tem boas estradas e duas linhas ferroviárias. Por isso: não necessidade, mas sim escolha.
A primeira experiência começou há poucos anos: os jardins que ficam na frente da estação da polícia foram os primeiros. Uma vez os legumes e outros vegetais terem crescidos, os cidadãos foram convidados a efetuar a livre colheita. E, coisa estranha, os habitantes atuaram de forma consciente, levando o necessário e deixando espaço e produtos para todos os que quisessem colher também."
"Após a primeira e bem sucedida experiência, cada espaço público foi utilizado: canteiros, áreas verdes, tudo. Quem tem um jardim, é claro, tenta cultivar a sua própria horta e não faltam também varandas e terraços cheios de plantas comestíveis.
Em 2011, em Todmorden foram contabilizados 70 amplos espaços verdes públicos cultivados. Espaços que de outra forma não seriam utilizados. Ao longo das ruas da cidade, há árvores frutíferas, que nas épocas certas oferecer cerejas e damascos. Também há arbustos com amoras e morangos e não faltam produtos menos “nobres” como feijões.
Tudo isso faz parte dum projeto que pretende tornar Todmorden uma cidade auto-suficiente, primeira na Inglaterra, e que deverá atingir o pico em 2018. O projeto tem o nome de Incredibile Edible (Incrível Comestível) e tem como objetivo proporcionar aos cidadãos toda a fruta e os vegetais necessários, de modo que a comida local seja devidamente escolhida e apreciada."
"Taxar
os ricos: Um conto de fadas animado, é narrado por Ed Asner, com
animação de Mike Konopacki. Escrito e dirigido por Fred Glass para a
Federação de Professores da Califórnia. Um vídeo de 8 minutos sobre como
chegámos a este momento de serviços públicos mal financiados e
ampliando a desigualdade econômica. As coisas vão para baixo numa terra
feliz e próspera após os ricos decidirem que não querem pagar mais
impostos. Dizem às pessoas que não há alternativa, mas as pessoas não
têm assim tanta certeza. Esta terra tem uma semelhança surpreendente com
a nossa terra. Para mais informações, www.cft.org"
"Numa palestra TED impressionante
Nick Hanauer desmorona um dos mitos mais malignos associados ao
capitalismo: de que os ricos merecem ter privilégios tais como impostos
reduzidos para que possam continuar a desempenhar a sua suposta função
social num sistema capitalista que é a de criar postos de trabalho.
Nick
Hanauer é um empreendedor americano especializado em capital de risco.
No dia 1 de Março de 2012 deu esta palestra numa das famosas
conferências TED e os responsáveis desta organização sem fins lucrativos
recusaram-se a publicá-la.
Nick afirma que é falsa a ideia de
que "os ricos são criadores de emprego e que por isso não devem pagar
impostos". Afirma antes que o verdadeiro criador de emprego é o
consumidor da classe média.
Ainda que o site TED.com seja bem
conhecido por difundir palestras bem provocadoras esta palestra não foi
publicada no dito site."
Tomei a liberdade de transcrever...
"Portanto, senhoras e senhores, cá está uma ideia que VALE A PENA espalhar: numa economia capitalista, os verdadeiros CRIADORES de POSTOS DE TRABALHO são os CONSUMIDORES de CLASSE MÉDIA. E taxar os ricos para
fazer investimentos que fazem a classe média crescer e prosperar, é
exactamente A COISA MAIS INTELIGENTE que podemos fazer pela classe
média, pelos pobres e pelos ricos."
Nick Hanauer
CONCORDO plenamente! Quem ganha mais, tem o DEVER de pagar MAIS!!!
Depois digam-me que não há soluções para a crise em Portugal... Nós não sofremos de escassez de soluções! Sofremos sim de AUSÊNCIA de RESPONSABILIDADE pela parte daqueles que foram eleitos pelos cidadãos, como seus representantes e que tinham o DEVER de tomar todas as providências necessárias para obrigarem os RICOS a pagarem MAIS, mas que PROPOSITADAMENTE não o fazem! Não tenhamos ilusões... Estes senhores não pagarão impostos mais altos voluntariamente...
Em Portugal só se começou a ouvir falar de CRISE na TV, quando a mesma começou a "bater à porta" dos cidadãos de classe média. Porque será?
Até essa altura não faltavam sem-abrigo, dormindo nas ruas das grandes cidades nem famílias passando fome dentro das suas casas. No entanto, isso não era assunto que interessasse para os meios de comunicação social e muito poucos eram os cidadãos (voluntários de instituições de solidariedade social, alguns vizinhos e algumas pessoas conhecidas) que se importavam com o sofrimento dessas pessoas.
Hoje, após terem sido IMPOSTAS (À FORÇA) pelos governantes tantas MEDIDAS DE AUSTERIDADE, a classe média está em vias de extinção e a crise é o "prato do dia" nos meios de comunicação social! Pois é... Afinal, quem alimentava o consumo, quem fazia o dinheiro circular, não eram os ricos nem os pobres, mas sim os cidadãos de CLASSE MÉDIA! Ora, se os pobres já não tinham poder de compra, se os cidadãos de classe média estão a perder o seu poder de compra, como poderemos esperar algo que não seja uma ECONOMIA PARALISADA, ou seja um CONSUMO PARALISADO??? Penso que é precisamente este o alerta que Nick Hanauer quis fazer ao mundo, nesta palestra...
Muitos cidadãos perderam as suas casas, os seus carros, as suas lojas, por dívidas ao fisco, à segurança social e aos bancos e tendo em conta que estamos a falar de um país da UE, no qual o SMN (Salário Mínimo Nacional) é de 485€ (quando o aluguer de um apartamento T1 raramente é inferior a 300€, dependendo da cidade do país) e que na maior parte das famílias portuguesas há cada vez mais desempregados e desempregados de longa duração, não será difícil perceber a razão da existência dessas dívidas. E já não falo da situação dos pequenos empresários e dos empresários em nome individual neste país, pois em matéria de segurança social por exemplo, teria muito a dizer... Enfim... Cada vez mais se constata que só às grandes empresas é que são criadas condições para que as mesmas consigam manter a sua actividade!!!
Resta saber agora A QUEM é que o fisco, a segurança social, os bancos vão vender essas lojas, esses carros, essas casas que retiraram aos cidadãos "endividados"...
"A historiadora Raquel Varela,
coordenadora do livro "Quem Paga o Estado Social em Portugal", refere um
estudo que conclui que a dívida dos portugueses ao Estado "não existe".
Segundo a historiadora, trata-se de
um estudo científico que prova, através de um modelo matemático que os
trabalhadores "pagam o suficiente para todos os gastos sociais do
Estado". De acordo com Raquel Varela, "na maioria dos anos os trabalhadores até pagam a mais, apesar de o Governo nunca ter prestado contas".
O
livro, que é apresentado, esta sexta-feira, refere que a "crise põe a
nu as contradições do sistema capitalista" e que foram usados na
investigação dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística e
Eurostat.
"Usamos dados que têm a ver com impostos que recaem
sobre o trabalho e subtraímos a esse valor os gastos sociais do Estado.
As conclusões a que chegámos é que, na esmagadora maioria dos casos, os trabalhadores pagam mais do que recebem do Estado, em diverso tipo de serviços" disse Raquel Varela.
Sendo
assim, diz a historiadora, a conclusão geral é que nos últimos 20 anos
os trabalhadores pagaram "todos os gastos sociais que o Estado tem com
eles e, portanto, não têm qualquer tipo de dívida".
Entre muitos exemplos, os historiadores usam o caso da situação da saúde
para concluírem que o setor está nas mãos das Parcerias Público
Privadas (PPP): mais de metade do que os portugueses pagam para o
serviço nacional de saúde é transferido para hospitais de gestão
privada.
"Isto num país em que os trabalhadores recebem o
equivalente a 50% do PIB, mas da massa total de impostos que entram no
Estado, 75% vem do rendimentos dos trabalhadores e não do capital",
justificam.
"À medida que aumentam as PPP, diminui a eficiência
do serviço prestado. Ou seja, nos hospitais empresa, os serviços são
mais caros e o Estado gasta mais do que gasta se fizer o mesmo num
hospital público. Mais 0,5% na última década", indica Raquel Varela.
Na opinião da especialista, "outro número que está no livro é o cálculo do roubo e do colapso para a segurança social que
significa a transferência do fundo de pensões da banca e da Portugal
Telecom falidos e que foram transferidos para a Segurança Social".
"Depois admiram-se que a segurança social tem uma dívida", refere Raquel Varela, adiantando: "Outro número escandaloso são as PPP rodoviárias.
Mesmo que as pessoas deste país não andem nas autoestradas, estão a
pagar como se lá andassem, porque o Estado garantiu a algumas empresas
uma renda fixa, independentemente de passarem lá carros ou não. Ou seja,
é um capitalismo sem risco. Não é aquela ideia do capitalista
empreendedor que corre riscos para ganhar lucro. É a ideia do
capitalista que não vive sem a cobertura do Estado".
"Para nós
cai por terra o mito da economia privada e empreendedora, sobretudo no
que diz respeito às grandes empresas, porque as pequenas empresas não
são nada favorecidas nestas questões e estamos a falar de grandes
conglomerados económicos. As grandes empresas vivem à conta dos impostos
do Estado. Ou seja, não sobrevivem nem têm lucros se não
contabilizarmos a massa de valor que é transferida para estas empresas
através de esquemas, que são muitos", sublinha a investigadora.
O
prefácio é assinado por Maria Lucia Fatttoreli, auditora fiscal do
Ministério da Fazenda do Brasil e os autores dedicam o livro "aos
médicos e enfermeiros que lutam pela conservação do Serviço Nacional de
Saúde" e aos professores que "defendem" o Ensino Público, "de qualidade
de todos e para todos"."
Convidados: - Raquel Varela (investigadora e historiadora) - Paulo Morais (investigador e professor universitário) Apresentadora: Conceição Lino
Peço
a vossa MÁXIMA ATENÇÃO e DIVULGAÇÃO para este vídeo, pois é FUNDAMENTAL
que TODOS OS PORTUGUESES (SEM EXCEPÇÃO) assistam ao mesmo!!! :) Conhecer a VERDADE é um DIREITO e um DEVER de cada cidadão! :)
«Este livro prova com números e factos que os trabalhadores portugueses
contribuem para o Estado social o necessário para pagar a sua saúde,
educação, bem-estar e infraestruturas.»
Raquel Varela
"Os diversos artigos dos autores deste livro documentam o percurso que
acompanhou a consolidação do Estado Social e a importância das
contribuições dos cidadãos ao longo de décadas indicando que a
solidariedade social é imperativa. Também se destacam as constantes
ameaças das políticas neoliberais à consolidação do Estado Social
sobretudo a partir da década de 80 em todo o mundo, e que se
aprofundaram ainda mais a partir da atual crise que eclodiu em 2008. Um
estudo que tenta analisar alguns dos principais equívocos associados às
análises economicistas justificativas do fim do Estado Social tantas
vezes evocadas como se se tratassem de uma força invencível da Natureza -
o Estado-providência teria fim à vista por não ser financeiramente
sustentável, por provocar monstruosos défices orçamentais, estagnação
económica, crescimento da dívida pública, etc. (...) Este discurso
neoliberal cria uma cortina de fumo sobre a realidade que importa
aclarar."
A historiadora Raquel Varela foi ao Jornal das 18 da TVI24, falar sobre o livro "Quem paga o Estado social em Portugal?"
Publicado em 21.10.2012 Apresentação do livro - "Quem Paga o Estado Social em Portugal" de Raquel Varela (Historiadora), no programa do Canal Q - "Inferno".
VALE A PENA assistir!
Conhecer a VERDADE é um DIREITO e um DEVER de cada cidadão! :)
"Chamou-se a si próprio assassino económico no livro “Confessions of an
Economic Hit Man”, que se tornou bestseller do “New York Times”.
Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou
dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a
embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos
gigantescos de bancos do primeiro mundo. Um dia, estava nas Caraíbas,
percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a
Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os
seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos
bastidores financeiros.
Como se passa de assassino económico a activista?
Em primeiro lugar é preciso passar-se por uma forte mudança de
consciência e entender o papel que se andou a desempenhar. Levei algum
tempo a compreender tudo isto. Fui um assassino económico durante dez
anos e durante esse período achava que estava a agir bem. Foi o que me
ensinaram e o que ainda ensinam nas faculdades de Gestão: planear
grandes empréstimos para os países em desenvolvimento para estimular as
suas economias. Mas o que vi foi que os projectos que estávamos a
desenvolver, centrais hidroeléctricas, parques industriais, e outras
coisas idênticas, estavam apenas a ajudar um grupo muito restrito de
pessoas ricas nesses países, bem como as nossas próprias empresas, que
estavam a ser pagas para os coordenar. Não estávamos a ajudar a maioria
das pessoas desses países porque não tinham dinheiro para ter acesso à
energia eléctrica, nem podiam trabalhar em parques industriais, porque
estes não contratavam muitas pessoas. Ao mesmo tempo, essas pessoas
estavam a tornar--se escravos, porque o seu país estava cada mais
afundado em dívidas. E a economia, em vez de investir na educação, na
saúde ou noutras áreas sociais, tinha de pagar a dívida. E a dívida
nunca chega a ser paga na totalidade. No fim, o assassino económico
regressa ao país e diz-lhes “Uma vez que não conseguem pagar o que nos
devem, os vossos recursos, petróleo, ou o que quer que tenham, vão ser
vendidos a um preço muito baixo às nossas empresas, sem quaisquer
restrições sociais ou ambientais”. Ou então, “Vamos construir uma base
militar na vossa terra”. E à medida que me fui apercebendo disto a minha
consciência começou a mudar. Assim que tomei a decisão de que tinha de
largar este emprego tudo foi mais fácil. E para diminuir o meu
sentimento de culpa senti que precisava de me tornar um activista para
transformar este mundo num local melhor, mais justo e sustentável
através do conhecimento que adquiri. Nessa altura a minha mulher e eu
tivemos um bebé. A minha filha nasceu em 1982 e costumava pensar como
seria o mundo quando ela fosse adulta, caso continuássemos neste
caminho. Hoje já tenho um neto de quatro anos, que é uma grande
inspiração para mim e me permite compreender a necessidade de viver num
sítio pacífico e sustentável.
Houve algum momento em particular em que tenha dito para si mesmo “não posso fazer mais isto”?
Sim, houve. Fui de férias num pequeno veleiro e estive nas Ilhas
Virgens e nas Caraíbas. Numa dessas noites atraquei o barco e subi às
ruínas de uma antiga plantação de cana-de-açúcar. O sítio era lindo,
estava completamente sozinho, rodeado de buganvílias, a olhar para um
maravilhoso pôr do Sol sobre as Caraíbas e sentia-me muito feliz. Mas de
repente cheguei à conclusão que esta antiga plantação tinha sido
construída sobre os ossos de milhares de escravos. E depois pensei como
todo o hemisfério onde vivo foi erguido sobre os ossos de milhões de
escravos. E tive também de admitir para mim mesmo que também eu era um
esclavagista, porque o mundo que estava a construir, como assassino
económico, consistia, basicamente, em escravizar pessoas em todo o
mundo. E foi nesse preciso momento que me decidi a nunca mais voltar a
fazê--lo. Regressei à sede da empresa onde trabalhava em Boston e
demiti-me.
E qual foi a reacção deles?
De início ninguém acreditou em mim. Mas quando se aperceberam de que
estava determinado tentaram demover-me. Fizeram-me propostas muito
interessantes. Mas fui-me embora à mesma e deixei por completo de me
envolver naquele tipo de negócios.
Diz que os assassinos económicos são profissionais altamente
bem pagos que enganam os países subdesenvolvidos, recorrendo a armas
como subornos, relatórios falsificados, extorsões, sexo e assassinatos.
Pode explicar às pessoas que não leram o seu livro como tudo isto
funciona?
Basicamente, aquilo que fazíamos era escolher um país, por exemplo a
Indonésia, que na década de 70 achávamos que tinha muito petróleo do
bom. Não tínhamos a certeza, mas pensávamos que sim. E também sabíamos
que estávamos a perder a guerra no Vietname e acreditávamos no efeito
dominó, ou seja, se o Vietname caísse nas mãos dos comunistas, a
Indonésia e outros países iriam a seguir. Também sabíamos que a
Indonésia tinha a maior população muçulmana do mundo e que estava
prestes a aliar-se à União Soviética, e por isso queríamos trazer o país
para o nosso lado. Fui à Indonésia no meu primeiro serviço e convenci o
governo do país a pedir um enorme empréstimo ao Banco Mundial e a
outros bancos, para construir o seu sistema eléctrico, centrais de
energia e de transmissão e distribuição. Projectos gigantescos de
produção de energia que de forma alguma ajudaram as pessoas pobres,
porque estas não tinham dinheiro para pagar a electricidade, mas
favoreceram muito os donos das empresas e os bancos e trouxeram a
Indonésia para o nosso lado. Ao mesmo tempo, deixaram o país
profundamente endividado, com uma dívida que, para ser refinanciada pelo
Fundo Monetário Internacional, obrigou o governo a deixar as nossas
empresas comprarem as empresas de serviços básicos de utilidade pública,
as empresas de electricidade e de água, construir bases militares no
seu território, entre outras coisas. Também acordámos algumas
condicionantes, que garantiam que a Indonésia se mantinha do nosso lado,
em vez de se virar para a União Soviética ou para outro país que hoje
em dia seria provavelmente a China.
Trabalhou de muito perto com o Banco Mundial?
Muito, muito perto. Muito do dinheiro que tínhamos vinha do Banco
Mundial ou de uma coligação de bancos que era, geralmente, liderada pelo
Banco Mundial.
Sugere no seu livro que os líderes do Equador e do Panamá
foram assassinados pelos Estados Unidos. No entanto, existem vários
historiadores que defendem que isso não é verdade. O que acha que
aconteceu com Jaime Roldós e Omar Torrijos?
Não existem provas sólidas quer do que aconteceu no Equador, com
Roldós, quer do que se passou no Panamá, com Torrijos. Porém, existem
muitas provas circunstanciais. Por exemplo, Roldós foi o primeiro a
morrer, num desastre de avião em Maio de 1981, e a área do acidente foi
vedada, ninguém podia ir ao local onde o avião se despenhou, excepto
militares norte-americanos ou membros do governo local por eles
designados. Nem a polícia podia lá entrar. Algumas testemunhas-chave do
desastre morreram em acidentes estranhos antes de serem chamadas a
depor. Um dos motores do avião foi enviado para a Suíça e os exames
mostram que parou de funcionar quando estava ainda no ar e não ao chocar
contra a montanha. Isto é, existem provas circunstanciais tremendas em
torno desta morte, e além disso todos estavam à espera que Jaime Roldós
fosse derrubado ou assassinado porque não estava a jogar o nosso jogo.
Logo depois de o seu avião se ter despenhado, Omar Torrijos juntou a
família toda e disse: “O meu amigo Jaime foi assassinado e eu vou ser o
próximo, mas não se preocupem, alcancei os objectivos que queria
alcançar, negociei com sucesso os tratados do canal com Jimmy Carter e
esse canal pertence agora ao povo do Panamá, tal como deve ser. Por
isso, depois de eu ser assassinado, devem sentir-se bem por tudo aquilo
que conquistei.” A verdade é que os EUA, a CIA e pessoas como o Henry
Kissinger admitiram que o nosso país tinha derrubado Salvador Allende,
no Chile; Jacobo Arbenz, na Guatemala; Mohammed Mossadegh, no Irão;
participámos no afastamento de Patrice Lumumba, no Congo; de Ngô Dinh
Diem, no Vietname. Existem inúmeros documentos sobre a história dos EUA
que provam que fizemos estas coisas e continuamos a fazê-las. Sabe-se
que estivemos profundamente envolvidos, em 2009, no derrube no
presidente Manuel Zelaya, nas Honduras, e na tentativa de afastar Rafael
Correa, no Equador, também há não muito tempo. Os EUA admitiram muitas
destas coisas e pensar que eles não estiveram envolvidos nos homicídios
de Roldós e Torrijos... Estes dois homens foram assassinados quase da
mesma forma, num espaço de três meses. Ambos tinham posições contrárias
aos EUA e às suas empresas e estavam a assumir posições fortes para
defender os seus povos – é pouco razoável pensar o contrário.
Algumas pessoas acusam-no de ser um teórico da conspiração. O que tem a dizer sobre isso?
Bem, não sou, de modo nenhum, um teórico da conspiração. Não acredito
que exista uma pessoa ou um grupo de pessoas sentadas no topo a tomar
todas as decisões. Mas torno muito claro no meu último livro,
“Hoodwinked” (2009), e também em “Confessions of an Economic Hit Man”
(2004) – editado em Portugal pela Pergaminho em 2007 com o título
“Confissões de Um Mercenário Económico: a Face Oculta do Imperialismo
Americano” –, que as multinacionais são movidas por um único objectivo
que é maximizar os lucros, independentemente das consequências sociais e
ambientais. Estes últimos são novos objectivos que não eram ensinados
quando estudei Gestão, no final dos anos 60. Ensinaram-me que havia
apenas este objectivo entre muitos outros, por exemplo tratar bem os
funcionários, dar-lhes uma boa assistência na saúde e na reforma, ter
boas relações com os clientes e os fornecedores, e também ser um bom
cidadão, pagar impostos e fazer mais que isso, ajudar a construir
escolas e bibliotecas. Tudo se agravou nos anos 70, quando Milton
Friedman, da escola de economia de Chicago, veio dizer que a única
responsabilidade no mundo dos negócios era maximizar os lucros,
independentemente dos custos sociais e ambientais. E Ronald Reagan,
Margaret Thatcher e muitos outros líderes mundiais convenceram-se disso
desde então. Todas estas empresas são orientadas segundo este objectivo e
quando alguma coisa o ameaça, seja um acordo de comércio multilateral
seja outra coisa qualquer, juntam-se para garantir que o mesmo é
protegido. Isto não é uma conspiração, uma conspiração é ilegal, isto
que fazem não é. No entanto, é extremamente prejudicial para a economia
mundial.
Também escreveu que o objectivo último dos EUA é construir
um império global. Como vê a recente estratégia norte-americana contra a
China e o Irão?
Actualmente, podemos dizer que o novo império não é tanto americano
como formado por multinacionais. Penso que a ditadura das grandes
empresas e dos seus líderes forma hoje a versão moderna desse império.
Repito, isto não é uma conspiração, mas todos eles são movidos por esse
objectivo de que falámos anteriormente.
Mas vários especialistas defendem que estamos num cenário de
terceira guerra mundial, com a China, a Rússia e o Irão de um lado e os
EUA, a União Europeia (UE) e Israel do outro. E que toda a conversa de
Washington em torno do programa nuclear iraniano não passa de uma grande
mentira.
Não acredito que todo este conflito seja motivado por armas nucleares.
Na verdade, vários estudos recentes, alguns deles das mais respeitadas
agências de informações norte-americanas, mostram que não existem armas
nucleares no Irão. E acredito que tudo isto não se deve apenas aos
recursos iranianos mas também à ameaça de Teerão de vender petróleo no
mercado internacional numa moeda que não o dólar, uma ameaça também
feita por Muammar Kadhafi, na Líbia, e Saddam Hussein, no Iraque. Os
nort-americanos não gostam que ameacem o dólar e não gostam que ameacem o
seu sistema bancário, algo que todos esses líderes fizeram – o líder do
Irão, o líder do Iraque, o líder da Líbia. Derrubaram dois deles e o
terceiro ainda lá está. Penso que é disto que se trata. Não tenho
dúvidas de que a Rússia está a gostar de ver a agitação entre a UE e o
Irão, porque Moscovo tem muito petróleo e, se os fornecedores iranianos
deixarem de vender, o preço do petróleo vai subir, o que será uma grande
ajuda para a Rússia. É difícil acreditar que qualquer destes países
queira mesmo entrar numa terceira guerra mundial. No fundo, o que querem
é estar constantemente a confundir as pessoas, parecendo que querem
entrar em conflito e ajudar a alimentar as máquinas de guerra, porque
isso ajuda uma série de grandes empresas.
Como durante a Guerra Fria?
Sim, como durante a Guerra Fria, porque isso é bom para os negócios. No
fundo, estes países estão todos a servir os interesses das grandes
empresas. Há algumas centenas de anos, a geopolítica era
maioritariamente liderada por organizações religiosas; depois os
governos assumiram esse poder. Agora chegámos à fase em que a
geopolítica é conduzida em primeiro lugar pelas grandes multinacionais. E
elas controlam mesmo os governos de todos os países importantes,
incluindo a Rússia, a China e os EUA. A economia da China nunca poderia
ter crescido da forma que cresceu se não tivesse estabelecido fortes
parcerias com grandes multinacionais. E todos estes países são muito
dependentes destas empresas, dos presidentes destas empresas, que gostam
de baralhar as pessoas, porque constroem muitos mísseis e todo o tipo
de armas de guerra. É uma economia gigante. A economia norte-americana
está mais baseada nas forças armadas que noutra coisa qualquer.
Representa a maior fatia do nosso orçamento oficial e uma parte maior
ainda do nosso orçamento não oficial. Por isso tanto a guerra como a
ameaça de guerra são muito boas para as grandes multinacionais. Mas não
acredito que haja alguém que nos queira ver de facto entrar em guerra,
dada a natureza das armas. Penso que todas as pessoas sabem que seria
extremamente destrutivo.
Como avalia o trabalho de Barack Obama enquanto presidente dos EUA?
Penso que se esforçou muito por agir bem, mas está numa posição
extremamente vulnerável. Assim que alguém entra na Casa Branca, sejam
quais forem as suas ideias políticas, os seus motivos ou a sua
consciência, sabe que é muito vulnerável e que o presidente dos EUA, ou
de outro país importante, pode ser facilmente afastado. Nalgumas partes
do mundo, como a Líbia ou o Irão, talvez só com balas o seu poder possa
ser derrubado, mas em países como os EUA um líder pode ser afastado por
um rumor ou uma acusação. O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn,
ver a sua carreira destruída por uma empregada de quarto de um hotel,
que o acusou de violação, foi um aviso muito forte a Obama e a outros
líderes mundiais. Não estou a defender Strauss-Kahn – não faço a mínima
ideia de qual é a verdade por trás do que aconteceu, mas o que sei é que
bastou uma acusação de uma empregada de quarto para destruir a sua
carreira, não só como director do FMI mas também como potencial
presidente francês. Bill Clinton também foi afastado por um escândalo
sexual, mas no tempo de John Kennedy estas coisas não derrubavam
presidentes. Só as balas. Porém, descobrimos com Bill Clinton que um
escândalo sexual – e não é preciso ser uma coisa muito excitante, porque
aparentemente ele nem sequer teve sexo com a Monica Lewinsky, fizeram
uma coisa qualquer com um charuto que já não me lembro – foi o
suficiente para o descredibilizar. Por isso Obama está numa posição
muito vulnerável e tem de jogar o jogo e fazer o melhor que pode dentro
dessas limitações. Caso contrário, será destruído.
No fim do ano passado escreveu um artigo onde afirmava que a
Grécia estava a ser atacada por assassinos económicos. Acha que
Portugal está na mesma situação?
Sim, absolutamente, tal como aconteceu com a Islândia, a Irlanda, a
Itália ou a Grécia. Estas técnicas já se revelaram eficazes no terceiro
mundo, em países da América Latina, de África e zonas da Ásia, e agora
estão a ser usadas com êxito contra países como Portugal. E também estão
a ser usadas fortemente nos EUA contra os cidadãos e é por isso que
temos o movimento Occupy. Mas a boa notícia é que as pessoas em todo o
mundo estão a começar a compreender como tudo isto funciona. Estamos a
ficar mais conscientes. As pessoas na Grécia reagiram, na Rússia
manifestam-se contra Putin, os latino-americanos mudaram o seu
subcontinente na última década ao escolher presidentes que lutam contra a
ditadura das grandes empresas. Dez países, todos eles liderados por
ditadores brutais durante grande parte da minha vida, têm agora líderes
democraticamente eleitos com uma forte atitude contra a exploração. Por isso encorajo as pessoas de Portugal a lutar pela sua paz, a
participar no seu futuro e a compreender que estão a ser enganadas. O
vosso país está a ser saqueado por barões ladrões, tal como os EUA e
grande parte do mundo foi roubado. E nós, as pessoas de todo o mundo,
temos de nos revoltar contra os seus interesses. E esta revolução não
exige violência armada, como as revoluções anteriores, porque não
estamos a lutar contra os governos mas contra as empresas. E precisamos
de entender que são muito dependentes de nós, são vulneráveis, e apenas
existem e prosperam porque nós lhes compramos os seus produtos e
serviços. Assim, quando nos manifestamos contra elas, quando as
boicotamos, quando nos recusamos a comprar os seus produtos e enviamos
emails a exigir-lhes que mudem e se tornem mais responsáveis em termos
sociais e ambientais, isso tem um enorme impacto. E podemos mudar o
mundo com estas atitudes e de uma forma relativamente pacífica.
Mas as próprias empresas deviam ver que a ditadura das multinacionais é um beco sem saída.
Bem, penso que está absolutamente certa. Há alguns meses estive a falar
numa conferência para 4 mil CEO da indústria das telecomunicações em
Istambul e vou regressar lá, dentro de um mês, para uma outra
conferência de CEO e CFO de grandes empresas comerciais, e digo-lhes a
mesma coisa. Falo muitas vezes com directores-executivos de empresas e
sou muitas vezes chamado a dar palestras em universidades de Gestão ou
para empresários e também lhes digo o mesmo. Aquilo que fizemos com esta
economia mundial foi um fracasso. Não há dúvida. Um exemplo disso: 5%
da população mundial vive nos EUA e, no entanto, consumimos cerca de 30%
dos recursos mundiais, enquanto metade do mundo morre à fome ou está
perto disso. Isto é um fracasso. Não é um modelo que possa ser replicado
em Portugal, ou na China ou em qualquer lado. Seriam precisos mais
cinco planetas sem pessoas para o podermos copiar. Estes países podem
até querer reproduzi-lo, mas não conseguiriam. Por isso é um modelo
falhado e você tem razão, porque vai acabar por se desmoronar. Por isso o
desafio é como mudamos isto e como apelar às grandes empresas para
fazerem estas mudanças. Obrigando-as e convencendo-as a ser mais
sustentáveis em termos sociais e ambientais. Porque estas empresas somos
basicamente nós, a maioria de nós trabalha para elas e todos compramos
os seus produtos e serviços. Temos um enorme poder sobre elas. Por
definição, uma espécie que não é sustentável extingue-se. Vivemos num
sistema falhado e temos de criar um novo. O problema é que a maior parte
dos executivos só pensa a curto prazo, não estão preocupados com o tipo
de planeta que os seus filhos e os seus netos vão herdar.
Podemos afirmar que esta crise mundial foi provocada por
assassinos económicos e rotular os líderes da troika como serial
killers?
Penso que é justo dizer que os assassinos económicos são os homens de
mão, nós, os soldados, e os presidentes das grandes multinacionais e de
organizações como o Banco Mundial, o FMI ou Wall Street, os generais.
Ainda há dias o “Financial Times” divulgou que os gestores
financeiros de Wall Street andavam a tomar testosterona para se tornarem
ainda mais competitivos. Isto faz parte do beco sem saída de que está a
falar?
A sério?! Ainda não tinha ouvido isso, mas não me surpreende nada. No
entanto, aquilo que precisamos hoje em dia é de um lado feminino, temos
de caminhar na direcção oposta e livrar-nos dessa testosterona.
Precisamos de mais líderes mulheres, mulheres reais – não homens
vestidos com roupas de mulher, por assim dizer – para trazerem com elas
os valores de receptividade e do apoio e encorajarem os homens a
cultivar isso neles próprios. Nós, homens, temos de estar muito mais
ligados ao nosso lado feminino.
Se fôssemos apresentar esta crise económica à polícia, quem seriam os criminosos a acusar?
Pense em qualquer grande multinacional e à frente dessa multinacional
estará alguém responsável pela ditadura empresarial, seja a Goldman
Sachs, em Wall Street, seja a Shell, a Monsanto ou a Nike. Todos os
líderes dessas empresas estão profundamente envolvidos em tudo isto e,
da mesma forma, estão os líderes do FMI, do Banco Mundial e de outras
grandes instituições bancárias. Detesto estar a dar nomes, estas pessoas
estão sempre a mudar de emprego, por isso prefiro apontar os cargos.
Eles estão sempre em rotação, por exemplo, o nosso antigo presidente,
George W. Bush, veio da indústria petrolífera. A sua secretária de
Estado, Condoleezza Rice, também veio da indústria petrolífera. Já Obama
tem a sua política financeira concebida por Wall Street,
maioritariamente pela Goldman Sachs. Mudaram-se da empresa para a actual
administração norte-americana. A sua política de agricultura é feita
por pessoas da Monsanto e de outras grandes empresas do sector. E a
parte triste é que assim que o seu tempo expirar em Washington voltam
para essas empresas. Vivemos num sistema incrivelmente corrupto. Aquilo a
que chamamos política das portas giratórias é só uma outra designação
de corrupção extrema."
Realizado por: Steve Gagné, Kimberly Carter Gamble Escrito por: Neal Rogin, Foster Gamble Ano: 2011
País: USA Género: Documentário Duração: 2h12min
"An unconventional documentary that lifts the veil on what's really going on in our world by following the money upstream - uncovering the global consolidation of power in nearly every aspect of our lives. Weaving together breakthroughs in science, consciousness and activism, THRIVE offers real solutions, empowering us with unprecedented and bold strategies for reclaiming our lives and our future."
(THRIVE Português) PROSPERAR: O Que Será Necessário?
(Español) THRIVE: ¿Cuánto Le Costará Al Planeta?
Este EXTRAORDINÁRIO documentário convida-nos a fazer uma PROFUNDA REFLEXÃO sobre a nossa realidade económica e social actual, mostrando-nos como a mesma nasceu, como se desenvolveu, quais poderão ser as suas consequências no futuro e como é URGENTE a união dos nossos esforços para modificá-la. Perante este sério trabalho de reflexão e sensibilização rapidamente percebemos que se quisermos libertar-nos da ESCRAVIDÃO que nos é imposta pelos "SENHORES DO MUNDO", recuperarmos a NOSSA LIBERDADE e conquistarmos a felicidade, temos que abandonar as velhas formas de pensamento e de acção que temos adoptado até aos nossos dias e substitui-las por novas formas de pensar e agir em função, não dos interesses de uma pequena parte da população (que se julga imortal e detentora do direito de dominar o resto da população), mas sim, em função do BEM DE TODOS. É fundamental substituirmos a consciência do "EU" pela consciência do "NÓS"! Oegoísmo e o orgulho jamais serão o caminho para a EVOLUÇÃO... E neste filme encontramos vários exemplos de formas simples e fáceis de FAZERMOS A DIFERENÇA no nosso dia-a-dia, contribuindo para a CONSTRUÇÃO de uma sociedade verdadeiramente JUSTA... RECOMENDO VIVAMENTE este filme a TODOS os cidadãos sem excepção!
Ano: 2007 Nome Original: The Story of Stuff (A História das Coisas) Realizador: Louis Fox Criador / Narrador: Annie Leonard País: USA Género: Curta-metragem, documentário, animação Duração: 21,27 min
"For most of the world, consumption has been the unquestioned duty of
every individual. Then garbage activist Annie Leonard brought her
two-hour lecture to Free Range who helped her turn it into a 20-minute
animated revolution. Shown in thousands of classrooms, endlessly blasted
by Fox News, viewed more than 10 million times, The Store of Stuff
finally opens the door to a serious cultural dialog about the costs of
consumption."
"A ambientalista lança vídeos na rede para alertar que o sistema de produção mundial está em crise
Marcia Bindo
Revista Vida Simples – 01/2010
Em um vídeo bem caseiro e com a ajuda de desenhos de traços nada sofisticados, a norte-americana Annie Leonard mostra o resultado de mais de dez anos de pesquisas sobre o sistema de produção e descarte de produtos no mundo. Em certo ponto, faz a seguinte pergunta: “Você consegue adivinhar a quantidade de materiais produzidos que ainda estão em uso seis meses depois de serem vendidos na América do Norte?” E manda a resposta: 1%. Ou seja, 99% dos materiais que são colhidos, processados e transformados em produtos são descartados em apenas meio ano.
Esse é apenas um entre vários dados chocantes que a ambientalista mostra no vídeo A História das Coisas, lançado de graça na internet em dezembro de 2007. Annie visitou cerca de 40 países para investigar o que acontece nas fábricas e nos lixões pelo mundo. "
"As PPPs (Parcerias
Público-Privadas) vão ficar na história de Portugal como a forma mais
descarada de ROUBO ORGANIZADO da economia portuguesa!"
Gostaria de esclarecer que não tenho qualquer relação com o Partido do Bloco de Esquerda. Apenas partilho aqui este vídeo por achar que o mesmo é muito esclarecedor!
Recomendo a TODOS os cidadãos portugueses, sem excepção! :)
Entre observatórios, institutos e fundações, há milhares de organismos que vivem à custa do Estado sem nunca terem sido fiscalizados.
Na semana em que o governo decidiu extinguir 40 fundações, o “Sexta às 9” foi investigar o que fazem e para que servem ... e descobriu autênticas instituições-fantasma."
Querem saber exactamente em que situação estão os cidadãos portugueses actualmente, como tem vindo a ser gerido o seu dinheiro pelos políticos, que têm elegido nos últimos anos e acompanhar a Manifestação de 21 de Setembro de 2012? Então vejam este programa, ou melhor este EXCELENTE trabalho de jornalismo de investigação (inclui entrevistas ao fiscalista Tiago Caiado Guerreiro e ao Paulo Morais). Este é um convite que faço a TODOS OS CIDADÃOS PORTUGUESES!
Os meus parabéns a toda a equipa do "Sexta às 9" por este extraordinário trabalho de investigação jornalística! Isto sim é SERVIR os cidadãos portugueses! :))))
Tomei a liberdade de transcrever...
"Estes mecanismos - fundações, empresas municipais, institutos públicos, etc, todas estas entidades que estão fora do crivo da administração tradicional, existem hoje para garantir uma estrutura de recursos humanos partidarizada e depois naturalmente, não funcionam bem, porque só por milagre é que pessoas vindas dos partidos é que poderiam pôr as empresas a funcionar bem. Isto é impossível, porque obviamente quem tem capacidade para organizar comícios, andar de megafone e organizar jantares de vitela assada, só por milagre é que seria um bom gestor de uma empresa em qualquer sector. Portanto, as empresas têm que funcionar mal porque a estrutura de recursos humanos deriva directamente da estrutura partidária e depois, além disso, impede toda uma transparência orçamental, que é o fundamental."
Paulo Morais (Associação Cívica Transparência e Integridade)
"Primeiro é preciso distinguir aí dentro, a Fundação Calouste Gulbenkian e fundações que são as chamadas, para mim, fundações a sério (são pessoas que pelo enorme amor que têm ao país, deixam fortunas enormes - a Fundação Champalimaud e a Fundação Gulbenkian, por exemplo, deixam enormes fortunas para que elas prossigam determinados fins) das outras fundações que não têm um substrato patrimonial e que são feitas simplesmente porque: não pagam IRC, não pagam IVA (ou obtêm o reembolso do IVA), não pagam quase imposto automóvel, não pagam quase IMI, não pagam IMT na aquisição dos imóveis e são uma maneira de fugir aos impostos."
Tiago Caiado Guerreiro (Fiscalista)
Divulguem! Só depois de conhecermos a verdade, poderemos identificar os erros e gerar uma mudança!
Não consegui resistir a fazer a transcrição do discurso de John Perkins...
"Sou o Jhon Perkins, sou um cidadão americano, nascido e criado nos Estados Unidos. Sou um antigo "assassino económico".
O nosso modo de operação era muito semelhante ao assassino da máfia, porque estamos à procura de um favor que virá mais tarde. Os mafiosos e os "gangsters" já fazem isto faz muito tempo. Nós apenas o fazemos a uma escala muito maior, com governos, com países, a uma enorme escala e somos muito mais profissionais. Nós fazemos isto de muitas formas diferentes, mas talvez a mais comum seja esta - o "assassino económico" identifica um país que tenha recursos que as nossas companhias desejem (como o petróleo), depois conseguimos um enorme empréstimo ao seu país, a partir do Banco Mundial ou a partir de uma das suas organizações. Mas o dinheiro nunca vai realmente para o país. Em vez disso, vai para as nossas corporações para construírem grandes projectos de infra-estruturas, naquele país. Coisas que beneficiam apenas uns poucos e muito ricos daquele país, bem como as nossas próprias corporações. Mas, não ajudam a maioria das pessoas, que são demasiado pobres. No entanto, a estas pessoas (aos pobres) é deixada uma enorme dívida e é tão grande que elas nunca a vão poder reembolsar. No processo de tentar reembolsar a dívida, cria-se uma situação onde não podem ter bons programas de saúde ou programas de educação. Então, nós, os "assassinos económicos" voltamos lá e dizemos:
- Escutem, vocês devem-nos muito dinheiro, não conseguem pagar as vossas dívidas, por isso, dêem-nos 1kg de carne, vendam-nos o vosso petróleo (muito barato) às nossas companhias petrolíferas ou votem connosco na próxima votação de uma situação crítica nas Nações Unidas ou enviem tropas para nos apoiarem nalguma parte do mundo, tal como no Iraque.
E foi desta forma que conseguimos criar este império, porque de facto, nós é que criamos as leis, nós controlamos o Banco Mundial, controlamos o FMI (Fundo Monetário Internacional) e de certa forma, até controlamos as Nações Unidas. E então, nós escrevemos as leis e assim as coisas que o "assassino económico" faz não são ilegais. Endividar enormemente os países e depois exigir um troca de favores, isso não é ilegal. Deveria ser, mas não é.
Uma das características de uma império é que força a sua moeda ao resto do mundo e foi isso que fizemos com o dólar. Então, em 1971, os EUA tinham uma enorme dívida (muito disto era resultado da Guerra do Vietname) e estávamos no padrão do ouro. Alguns dos países decidiram executar as suas dívidas e queriam receber o pagamento em ouro, porque não confiavam no dólar. O Presidente Nixon recusou-se a pagar em ouro, de facto, retirou-nos do padrão do ouro porque ele sabia que nós não conseguiríamos pagar em ouro, não tínhamos o valor (quantia). Muito pouco tempo depois, fomos para o padrão do petróleo e eu fiz grande parte daquele acordo que fizemos com a Arábia Saudita, insistindo que a OPEP (Países Exportadores de Petróleo) vendessem o petróleo apenas com o dólar. E então, de repente o dólar move-se do padrão do ouro para o padrão do petróleo, que devido a muitos aspectos, é um padrão muito mais importante, porque o petróleo é intrinsecamente mais valioso do que o ouro nesta era. De repente, o mundo só pode comprar petróleo com o dólar e o dólar é uma moeda muito, muito importante.
Actualmente os EUA, mais uma vez é um país falido. Temos dívidas enormes, maiores do que qualquer país alguma vez teve na história do mundo. E se algum desses países pedir o reembolso dessa dívida, noutra moeda que não seja o dólar, nós estaremos em grandes apuros. De momento, ainda só pedem o reembolso em dólares porque o petróleo é a grande comodidade e só se pode comprar o petróleo com dólares. Mas, o Saddam Hussein ameaçou vender o petróleo com outras moedas que não fossem o dólar, mesmo antes de ser "abatido".
Algumas vezes, quando nós, os "assassinos económicos" falhamos em corromper os lideres de outros países, tal como eu falhei com o Omar Torrijos, no Panamá e o Ramir Roldós, no Equador... não é frequente acontecer, mas quando acontece, então são enviados os "chacais". Os "chacais" são pessoas que derrubam governos ou assassinam os seus líderes. Por isso, quando eu falhei com o Ramir Roldós, no Equador ou com o Omar Torrijos, no Panamá, os "chacais" foram lá e assassinaram-nos. Nas poucas ocasiões em que nem os "assassinos económicos" nem os "chacais" são bem sucedidos, então aí e apenas aí, nós enviamos os militares. E foi exactamente isto que aconteceu no Iraque. O "assassino económico" não conseguiu corromper o Saddam Hussein, não conseguiu dar-lhe a volta, os "chacais" não conseguiram assassiná-lo, e por isso, enviaram os militares. Na primeira vez que enviamos os militares, em 1991, destruímos os seus militares e pensamos que ele tinha sido castigado e suficiente e agora ele iria alinhar connosco. E então, durante a década de 90 o "assassino económico" voltou lá e tentou de novo convencer o Saddam Hussein, mas ele não queria ceder. Se ele tivesse cedido, ele ainda estaria à frente do país e nós ainda estaríamos a vender-lhe armas de guerra. Mas, ele não cedeu, os "chacais" não o conseguiram assassinar, pois as suas forças de segurança eram muito boas e ele tinha muitos duplos. Nem os seu próprios seguranças sabiam se o estavam a guardar ou a um duplo. Então, pela segunda vez, nem o "assassino económico" nem o "chacais" foram bem sucedidos e naquele ponto, enviamos novamente os militares e desta vez, conseguimos apanhá-lo e o resto é história."