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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Aconteceu em Portugal, não por causa da crise económica, mas sim, por causa da CRISE DE VALORES...


"DEMOCRACIA REPRESENTATIVA é o exercício do poder político pela população eleitora não diretamente, mas através de seus representantes, por si designados, com mandato para atuar em seu nome e por sua autoridade, isto é, legitimados pela soberania popular."
...

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_representativa


Eis o resultado...

"A notícia do acordo surge dois dias depois de o PÚBLICO ter avançado que uma mulher de 51 anos, acompanhada no Hospital de Egas Moniz, acabou por morrer a 30 de Janeiro sem ter acesso ao medicamento. O filho garantiu que aguardava desde Fevereiro de 2014 por autorização."
... 
Fonte / VER TUDO em:  Governo chega a acordo para tratar 12 mil doentes com hepatite C em três anos (com VÍDEO)
Publicado em 05 de Fev de 2015



Publicada em 17 de Abril de 2014


Não, esta NÃO É a DEMOCRACIA que nasceu, em Atenas, na Grécia Antiga!!!

E enquanto este for o regime político vigente, em Portugal, NÃO CONTEM COMIGO para VOTAR, ou seja; para DAR TOTAL PODER a alguém, para DECIDIR (inclusive se o outro tem ou não tem direito a VIVER), em nome de TODOS os portugueses, SEM QUE os mesmos sejam consultados!!!

Gente que DECIDE DEIXAR MORRER utentes (que não têm forma de pagar MEDICAMENTOS por inteiro) do SNS - Serviço Nacional de Saúde, porque não quer COMPARTICIPAR medicamentos, que embora POUPEM vidas são considerados muito caros, NÃO ME REPRESENTA!!! RECUSO-ME a compactuar com o CRIME!!!

Se HOUVE e HÁ dinheiro para: parcerias público-privadas, fundações fictícias, caso BPN, estádios de futebol, submarinos, reformas milionárias, entre outras (sem que os portugueses tenham sido consultados), então... Também TEM QUE EXISTIR dinheiro para SALVAR VIDAS!!!

TODO o cidadão, SEM EXCEPÇÃO, tem o DIREITO de VIVER!!! 


BASTA de DESRESPEITO pelo CIDADÃO e pela VIDA!!!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Favores em Cadeia






Título em Portugal: Favores em Cadeia
Título no Brasil: A Corrente do Bem
Título original: Capitalism: Pay It Forward
Ano: 2000
Realização: Mimi Leder
Interpretação: Haley Joel Osment, Helen Hunt, Kevin Spacey
Argumento: Leslie Dixon
Género: Drama
Duração: 123 min
Classificação: M/12
Outros dados: EUA, Cores

Sinopse

"A cineasta nova-iorquina Mimi Leder inspirou-se num romance inédito de Catherine Ryan Hyde e realizou "Favores em Cadeia", um filme que acompanha a vida solitária de Eugene Simonet (Kevin Spacey), um homem cheio de complexos devido ao seu aspecto. Eugene é o novo professor de Estudos Sociais numa escola de bairro de Las Vegas e na primeira aula desafia os seus alunos (com 11 anos) a fazerem um exercício fora do vulgar: mudar o mundo para melhor. Um dos alunos, Trevor McKinney (Haley Joel Osment, o rapaz-revelação de "Sexto Sentido") vai ter uma ideia genial: através de uma espécie de jogo, cada vez que alguém recebe um favor, terá de retribuir o acto de benevolência a mais três pessoas, e assim sucessivamente até se formar uma enorme cadeia de boas acções. Para grande surpresa da mãe (Helen Hunt), Trevor inicia o exercício dando abrigo a um toxicodependente (James Caviezel, o soldado Witt de "Barreira Invisível"). Mas ainda lhe restam duas pessoas para poder concluir o trio que será o alvo dos seus favores..."



Mais Inf:
http://www.rtp.pt/programa/tv/p15427 


Este vídeo é uma parte do filme (legendada em PT)...




Momentos do Filme (Instituto de Educação-Universidade de Lisboa):   


Trailer original (em inglês)...




Assisti a este filme ontem e fiquei absolutamente ENCANTADA!!! O elenco é FABULOSO e o filme EMOCIONANTE, INSPIRADOR e CONTAGIANTE!!!

Algo profundamente BELO, que RECOMENDO VIVAMENTE!  :-)


Um LIVRO, um FILME, um MOVIMENTO... 




"Pay It Forward (PIF) é o movimento mundial que começou oficialmente no ano 2000, depois do livro com o mesmo nome ser publicado. Escrito por Catherine Ryan Hyde, conta a história da visão de um menino de como ele poderia mudar o mundo, com um ato de bondade de cada vez.

PIF é uma escolha de vida simples, mas profunda, para ser gentil, aceitar os outros e ter uma ação positiva sob a forma de atos aleatórios de bondade. A pulseira PIF - criada e patenteada por Charley Johnson, diretor do movimento Pay it Forward Global - foi escolhida como "um lembrete físico" para pagar para a frente.

A experiência Pay it Forward é simples. Fazes algo de bom por alguém e quando te agradecem por isso, dizes que apenas pedes que pague para a frente, fazendo algo de bom por outra pessoa, com um ato de bondade da sua escolha.

Não há limites para este movimento: nem idade, raça, religião, género, filiação política,  QI, fama, localização geográfica, nível de qualificação, linguagem, ou situação financeira. Todos podem ser gentis com os outros e o ato de bondade escolhido pode custar de zero a milhões, dependendo das circunstâncias de cada um.

Atos aleatórios de bondade mudam vidas. Nós nunca sabemos a situação do outro no momento em que escolhemos chegar a ele, mas sabemos que, qualquer que seja o caso, o nosso ato de bondade vai fazê-lo sorrir e ver o mundo sob uma luz mais brilhante."


Movimento Pay It Forward - Portugal
Facebook: https://pt-pt.facebook.com/PIF.Portugal 


E o melhor... TODOS, sem excepção PODEMOS FAZER ACONTECER esta MAGNÍFICA experiência!  :-)

domingo, 30 de março de 2014

Zon processada por cláusulas 'proibidas'






"A Procuradoria da República de Lisboa intentou uma acção contra a Zon, nos tribunais Cíveis, pedindo que a operadora seja obrigada a retirar dos contratos de serviços de TV, internet e telefone oito cláusulas “cujo uso é proibido por lei”. Na acção, colocada este mês, pede-se ao tribunal que declare nulas essas cláusulas e que a Zon seja condenada a abster-se de as utilizar em futuros contratos, bem como a publicitar esse facto.

Entre essas cláusulas estão a da fidelização por dois anos, período durante o qual o cliente não pode rescindir o contrato, mesmo em situações de força maior (como o desemprego), sob pena de indemnização à operadora, no valor total das mensalidades até ao fim do contrato.

Trata-se de uma obrigação comum aos contratos de outras operadoras e em relação à qual a Deco (Associação de Defesa do Consumidor) lançou no ano passado uma petição, a ser discutida no Parlamento, visando a sua redução para um ano e a fixação de regras e limites. As operadoras têm defendido que a fidelização visa diluir os custos de serviços que, de outra forma, teriam de ser pagos à cabeça (como a instalação e o equipamento) - e que, se forem obrigadas a reduzir aquele período, isto irá reflectir-se nos preços. 


'Manifestamente excessiva'

Na acção agora intentada, o Ministério Público (MP) constata que a fidelização abrange quer os novos clientes quer os actuais, sempre que façam alterações aos serviços contratados. E o preço acordado pode sofrer actualizações durante esse período, não permitindo ao cliente denunciar o contrato. “As vantagens económicas e benefícios concedidos pela Zon são manifestamente insuficientes para justificar um período de fidelização tão prolongado (24 meses)”, afirma o MP, classificando aquela cláusula como “manifestamente excessiva” e “proibida” pelo regime legal.

São também postas em causa na acção as cláusulas que conferem à operadora o direito de exigir ao cliente o pagamento de serviços “que excedam significativamente os níveis habituais de consumo”, bem como de suspender o acesso aos serviços quando a utilização “interfira com a qualidade do serviço prestado pela Zon ou com a segurança e operacionalidade da sua rede de distribuição, nomeadamente através da sobrecarga dos servidores, excedendo os níveis de utilização habituais do cliente ou as regras da Política de Utilização Aceitável”. Além disso, “em qualquer momento” a operadora pode cancelar produtos e serviços que sejam alvo de campanhas especiais ou promoções, sem ser obrigada a compensar o cliente, que continua vinculado ao contrato.

Todas essas cláusulas, diz o MP, “possuem uma redacção vaga e indeterminada”, conferindo à Zon “o critério exclusivo e unilateral” de fixar “os níveis habituais de consumo”, o que são “consumos excessivos” e que valores cobrar nestas situações.

Além disso, recorda-se, os clientes já pagam tarifários mais elevados por certos serviços, “cuja contrapartida consiste precisamente na possibilidade de tráfego ilimitado”. Mas, com aquelas cláusulas, “a qualquer momento pode ser confrontado com a cobrança de uma quantia adicional ou com a suspensão do serviço”.

Finalmente, o MP contesta que o eventual roubo ou extravio de telemóveis tenha de ser comunicado por escrito e de imediato, ficando o cliente sujeito a pagar eventuais chamadas indevidas até a operadora desactivar o serviço, sendo que esta tem 24 horas para isso.


Mais de 100 acções

São já mais de 100 as acções propostas e ganhas pela Procuradoria de Lisboa, visando de empresas prestadoras de serviços, que foram obrigadas pelos tribunais a retirar cláusulas abusivas dos seus contratos. Isto no âmbito de mais de 500 processos em que foi investigada a actividade dessas empresas e se os direitos dos consumidores estavam ou não acautelados."


Publicada por Ana Paula Azevedo, em 5 de Mar de 2014, Sol

paula.azevedo@sol.pt



FAÇO VOTOS PARA que a Procuradoria de Lisboa consiga GANHAR esta acção, mostrando às empresas de TELECOMUNICAÇÕES que Portugal AINDA NÃO É um PAÍS SEM LEIS!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Campanha de ESTERILIZAÇÃO GRÁTIS (de cães e gatos), na SOS ALGARVE ANIMALS, em Abril 2014


Recebi esta óptima notícia por email...  :)

 
Loulé-Portugal

"Esta campanha organizada pela SOS Algarve Animals irá decorrer entre os dias 4 e 7 de Abril na zona de Loulé.

Destina-se a cães e gatos (sobretudo fêmeas) que vivam na rua ou cujos donos não tenham possibilidades financeiras para tal. Os donos ou cuidadores terão preferencialmente de providenciar o transporte dos animais até ao local da esterilização e de volta ao local do animal.

Quem quiser mais informações ou fazer a inscrição, por favor, escrevam (de preferência em Inglês) para:

sosalgarveanimals@hotmail.com
Subject: Sterilization April

Devem informar quantos animais têm para esterilização, se os podem transportar e se os mesmos terão local para pós-operatório ou não."

SOS Algarve Animals

Site OFicial: http://sosalgarveanimals.com/
Facebook: https://www.facebook.com/pages/SOS-ALGARVE-ANIMALS/369510734224

 
Nota IMPORTANTE: estas esterilizações serão feitas por veterinários do estrangeiro que irão operar em Loulé e os destinatários desta campanha serão CÃES e GATOS que VIVEM NA RUA ou cujos DONOS ou RESPONSÁVEIS NECESSITAM DE APOIO FINANCEIRO para a esterilização dos seus animais, NÃO incluindo animais que já se encontram em abrigos ou em organizações de resgate.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mulher cria cadeira de rodas artesanal para cães que não podem mais andar





"Ao ver o drama de uma cachorrinha que perdera o movimento das patas após um acidente, a biomédica Renata Couto começou a pesquisar e passou a se dedicar a desenvolver um objeto para mudar a vida de cães que não podem mais andar. Com a ajuda do marido, ela inventou uma cadeira de rodas artesanal e hoje distribui sua invenção para o Brasil inteiro sem cobrar nada, apenas pela satisfação de devolver a alegria aos animais."


Aconselho também a leitura de outro post deste blog:

Como fazer cadeirinha de rodas para cães passo a passo
http://euprocuroeuencontro.blogspot.pt/2014/01/como-fazer-cadeirinha-de-rodas-para.html


Vamos COMPARTILHAR este vídeo, pois o mesmo poderá ajudar muitos HUMANOS a devolverem QUALIDADE DE VIDA a muitos cães EM SOFRIMENTO! Talvez até, estejamos evitando muitos ABANDONOS e EUTANÁSIA... 

Obrigada!  :)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Como fazer cadeirinha de rodas para cães passo a passo





"Como fazer uma cadeirinha de rodas para seu cãozinho,este video foi feito por mim e é dedicado a todos os donos e seus amiguinhos que assim como eu e meu bidu por uma fatalidade passamos por momentos difíceis e foi em um deses momentos em que eu decidi buscar informação e fazer a cadeirinha. galera ai esta o passo a passo,discriminando os materiais necessários, e dicas. vale lembrar que as medidas são muito importantes então por isso vou postar um link que ensina e tirar as medidas certinhas do seu cão ou gato. (link ja revisado) este modelo ainda esta em teste e esta sujeito a novas adaptações."

Luiz Barbosa

  






Bidu fazendo o teste drive na cadeirinha montada no video acima...







Aconselho também a leitura de outro post deste blog:

Mulher cria cadeira de rodas artesanal para cães que não podem mais andar
http://euprocuroeuencontro.blogspot.pt/2014/01/brasil-mulher-cria-cadeira-de-rodas.html


PF vamos COMPARTILHAR este PAP em vídeo, pois o mesmo poderá ajudar muitos HUMANOS a devolverem QUALIDADE DE VIDA a muitos cães EM SOFRIMENTO! Talvez até, estejamos evitando muitos ABANDONOS e EUTANÁSIA... 

Obrigada!  :)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Contos de Paixão - Isabel Allende (Legendado Pt-Br)


Wangari Maaathai, Somaly Mam, Jenny e Rose Mapendo são os nomes de algumas MULHERES DE CORAGEM, em acção na construção de um mundo MELHOR, que conquistaram o RESPEITO e ADMIRAÇÃO da escritora e activista Isabel Allende, que por sua vez, abraçou a missão de DAR A CONHECER e/ou MANTER VIVA NA NOSSA MEMÓRIA a história de vida de cada uma delas.

Aqui fica a transcrição de algumas partes deste EXTRAORDINÁRIO e IMPERDÍVEL discurso (legendado em Pt-Br) no TED...


"É um facto que dar educação e trabalho às mulheres, habilidade de controlar a sua própria renda, herança e propriedade, beneficia a sociedade. Se uma mulher tiver poder, seus filhos e sua família ficarão melhor. Se as famílias prosperarem, o vilarejo prosperará, e eventualmente, todo o país também."

"As sociedades mais pobres e atrasadas, são sempre aquelas que menosprezam suas mulheres."

"Eu posso assegurar-lhes que mulheres trabalhando juntas, ligadas, informadas e educadas, podem trazer paz e prosperidade a este planeta abandonado."

"Nós queremos um mundo onde a vida é preservada e a qualidade de vida é acessível a todos, e não somente aos privilegiados."

"O que eu mais temo é poder com impunidade. Tenho medo do abuso de poder e do poder para abusar."

"Quero fazer deste mundo um bom lugar. Não melhor, somente bom! Porque não? É possível! Olhem esta sala... Todo esse conhecimento, energia, talento, e tecnologia... Vamos levantar nossos traseiros, arregaçar as nossas mangas e trabalhar APAIXONADAMENTE, para criar um mundo quase perfeito! Muito obrigada!"

Isabel Allende



Um momento único! Uma BELÍSSIMA HOMENAGEM a todas as mulheres que em TODO O MUNDO, LUTAM SEM CANSAÇO por uma sociedade na qual possamos sentir orgulho em fazer parte da mesma! RECOMENDO vivamente ouvi-lo até ao final! :)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Incredible Edible - Todmorden's Local Food Revolution


A cidade com hortas que oferecem alimentos gratuitos a seus moradores




"Todmorden é uma pequena cidade da Inglaterra, na qual seus 17 mil habitantes podem se alimentar de graça. Há cinco anos nasceu o projeto The Incredible Edible Todmorden, que consiste no cultivo de hortas coletivas em espaços públicos da cidade. Todo alimento cultivado nestes locais está disponível para qualquer morador consumir. E de graça.

São mais de 40 cantos comestíveis espalhados por Todmorden: desde banheiras nas ruas até o quintal da delegacia da cidade, passando por jardins de centros de saúde e do cemitério local. A ideia é incentivar que toda comunidade cultive seus próprios alimentos e pense melhor sobre os recursos que consome.

“Não fazemos isso porque estamos entediados, mas porque queremos dar início a uma revolução”, diz Pam Warhurst, cofundadora do projeto, durante sua palestra no TEDSalon, em Londres. “As pessoas querem ações positivas nas quais possam se engajar e, bem no fundo, sabem que chegou a hora de assumir responsabilidades e investir em mais gentileza com o outro e com o meio ambiente”.

Veja o vídeo..."




Fonte: http://aboanoticiadodia.tumblr.com/post/48204392246/a-cidade-com-hortas-que-oferecem-alimentos-gratuitos-a

Publicado em 17 de Abr de 2013



Todmorden e a autosuficiência alimentar
  
E se cada cidade cultivasse os seus próprios vegetais?





"Na Inglaterra, no condado de West Yorkshire, já há um lugar onde são cultivados todas as hortaliças consumidas. É Todmorden, uma cidade de 14.000 habitantes, onde, desde o ano passado, os vegetais são cultivados nos canteiros e em outros espaços públicos.

Todmorden não é uma aldeia perdida no meio do nada: a cidade de Manchester fica  ao lado, tem boas estradas e duas linhas ferroviárias. Por isso: não necessidade, mas sim escolha.

A primeira experiência começou há poucos anos: os jardins que ficam na frente da estação da polícia foram os primeiros. Uma vez os legumes e outros vegetais terem crescidos, os cidadãos foram convidados a efetuar a livre colheita. E, coisa estranha, os habitantes atuaram de forma consciente, levando o necessário e deixando espaço e produtos para todos os que quisessem colher também."





"Após a primeira e bem sucedida experiência, cada espaço público foi utilizado: canteiros, áreas verdes, tudo. Quem tem um jardim, é claro, tenta cultivar a sua própria horta e não faltam também varandas e terraços cheios de plantas comestíveis.

Em 2011, em Todmorden foram contabilizados 70 amplos espaços verdes públicos cultivados. Espaços que de outra forma não seriam utilizados. Ao longo das ruas da cidade, há árvores frutíferas, que nas épocas certas oferecer cerejas e damascos. Também há arbustos com amoras e morangos e não faltam produtos menos “nobres” como feijões.

Tudo isso faz parte dum projeto que pretende tornar Todmorden uma cidade auto-suficiente, primeira na Inglaterra, e que deverá atingir o pico em 2018. O projeto tem o nome de Incredibile Edible (Incrível Comestível) e tem como objetivo proporcionar aos cidadãos toda a fruta e os vegetais necessários, de modo que a comida local seja devidamente escolhida e apreciada."










Publicado em 24 de Nov de 2013



Incredibile Edible (Incrível Comestível)
Site Oficial: http://www.incredible-edible-todmorden.co.uk/home


Divulgando as melhores iniciativas de 2013 poderemos inspirar as melhores realizações para 2014... ;)

domingo, 20 de outubro de 2013

Magic e Andreas



Se o seu filho acordar todas as manhãs como o Andreas...






Se o seu filho crescer com a companhia de um amigo como Magic...







Pode ter a certeza que ele JAMAIS se tornará um MONSTRO, que em nome da "CIÊNCIA", TORTURA e ASSASSINA animais, para ENRIQUECER laboratórios farmacêuticos e de cosmética! 

Se quer que seu filho seja uma criança e um adulto do qual poderá ORGULHAR-SE, em vez de ENVERGONHAR-SE, que RESPEITA e PROTEGE os outros cidadãos, os animais e o ambiente, então PERMITA ao seu filho crescer como Andreas. PROMOVA elos afectivos entre os HUMANOS e os ANIMAIS!

Aí sim, poderá chegar ao final de sua vida, dizendo que VALEU A PENA ser MÃE / PAI!!!

Liberdade e responsabilidade são duas faces da mesma moeda! Pense nisso!  



Vamos COMPARTILHAR! Vamos FAZER ACONTECER! :)

“Se não estás satisfeito, a porta de saída é ali”.



Fica indignado quando descobre que acabou de ser ENGANADO por um OPERADOR DE CALL CENTER ou por um OPERADOR DE TELEMARKETING e sente uma ENORME vontade de ligar para a empresa de telecomunicações, para apresentar uma RECLAMAÇÃO sobre a actuação do funcionário?

Compreendo perfeitamente a sua INDIGNAÇÃO, mas antes disso, convido-o a descobrir primeiro o que é a realidade no "outro lado da linha":



“Se não estás satisfeito, a porta de saída é ali”.






Tra­bal­har num call cen­ter é viver num mundo de pobreza, insta­bil­i­dade, pressões e humilhações.

Para Nuno, o pior de tudo era ter de enga­nar os clientes. Tra­bal­hou no enorme call cen­ter da Por­tu­gal Tele­com em Coim­bra, antes de vir para a Teleper­for­mance, em Lis­boa. Em Coim­bra tra­bal­hou no sec­tor “out­bound” (quando é o oper­ador que faz a chamada, geral­mente para vender) da MEO. “Tín­hamos de dar a enten­der às pes­soas que, se não com­prassem o serviço MEO, ficariam sem tele­visão, o que era men­tira”, recorda Nuno, ao PÚBLICO. Era o período em que foi intro­duzida a Tele­visão Dig­i­tal Ter­restre (TDT). Quem não tinha qual­quer serviço por cabo, teria de insta­lar um descod­i­fi­cador para con­tin­uar a ter sinal de tele­visão. Não era necessário aderir ao MEO, mas os oper­adores só expli­cavam isto se o cliente o per­gun­tasse explici­ta­mente. As instruções que tin­ham eram claras quanto a isto.

Car­los ainda tra­balha no call cen­ter da PT de Coim­bra. Ou mel­hor, em teo­ria é empre­gado da Ver­tente Humana, uma empresa de tra­balho tem­porário, com a qual tem um con­trato de 15 dias, ren­ovável auto­mati­ca­mente, emb­ora com uma curiosa modal­i­dade de funcionamento.

Car­los, que vende igual­mente serviços da MEO, conta que tam­bém é obri­gado a enga­nar os clientes. Ao con­tac­tar clientes de out­ras redes, aliciando-os a aderirem ao serviço M4O, tem instruções para não referir nunca que o cliente terá de man­dar des­blo­quear o seu telemóvel, com os cus­tos implíc­i­tos. Só se tal for per­gun­tado explici­ta­mente — “E eu terei de man­dar des­blo­quear o meu telemóvel?” o oper­ador pode con­fir­mar. Mas se o cliente per­gun­tar, por exem­plo, “E não terei de fazer mais nada? O serviço fica logo disponível?”, o oper­ador está proibido de lhe dizer que terá de man­dar des­blo­quear o telemóvel.

Se o cliente, mais tarde, se sen­tir enganado e protes­tar, o oper­ador é penal­izado. Car­los relata outro caso, que acon­te­ceu no mês pas­sado. Na venda do serviço M4O (que inclui chamadas grátis de telemóvel), os oper­adores têm instruções para nunca dizer ao cliente que, ao aderir, terá anu­lado todo o saldo que possa ter no cartão sim. Mais uma vez, só poderá dar essa infor­mação se o cliente se lem­brar de o per­gun­tar explici­ta­mente. Ora no caso em questão o cliente chegou a dizer, na ten­ta­tiva de recusar a oferta: “Mas eu tenho muito din­heiro no cartão…” Não era a per­gunta certa, e Car­los não lhe pôde dizer que todo o seu saldo de 90 euros seria anu­lado. Quando desco­briu, o cliente protestou.

“Fui penal­izado por causa disso, na minha remu­ner­ação var­iável”, conta Car­los, “ape­sar de eu ter ao meu lado uma folha onde está escrita clara­mente essa regra, que eu não posso infor­mar o cliente”.

O call cen­ter da PT em Coim­bra vive essen­cial­mente da mão-de-obra dos estu­dantes da Uni­ver­si­dade. Na opinião dos oper­adores (que não con­fir­má­mos junto da PT) a ideia de colo­car o cen­tro de atendi­mento na cidade deve-se a esse motivo.

No período de férias uni­ver­sitárias, a PT emprega out­ras pes­soas, que não estu­dantes, que muitas vezes são des­pe­di­das mal se ini­cia o ano lec­tivo. Dito de uma fora mais téc­nica, a rota­tivi­dade dos tra­bal­hadores é enorme. Todos os que con­tac­tá­mos afir­maram estar con­trata­dos por agên­cias de tra­balho tem­porário, e terem con­tratos de 15 dias. Mas eis como fun­ciona: a meio de cada mês, o tra­bal­hador recebe em casa uma carta de des­ped­i­mento. Com alguns, isto acon­tece quase todos os meses, com out­ros, em ape­nas alguns meses por ano. Depende da pro­du­tivi­dade, e even­tual­mente de out­ros fac­tores. Car­los acaba de rece­ber uma, reg­is­tada, como sem­pre. Data: 18 de Julho de 2013. “Serve a pre­sente… nos ter­nos da Lei nº 1, artigo 344 do Código do Tra­balho, aprovado pela Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro… o seu con­trato de tra­balho cad­u­cará a 3 de Agosto de 2013…” Seguem-se as instruções sobre sub­sí­dio de desem­prego, etc.

Chegado ao local de tra­balho, no dia seguinte, o super­vi­sor explica que a pro­du­tivi­dade não tem sido a mel­hor, e que, a con­tin­uar assim, o con­trato não será ren­o­vado, como a carta de resto já for­mal­iza. “Tens 15 dias para mel­ho­rar a per­for­mance”, diz o super­vi­sor. Será então pre­ciso tra­bal­har a dobrar, para “cumprir os objec­tivos”. Isso sig­nifica tra­bal­har durante os fins-de-semana e dias de férias, e a pos­si­bil­i­dade de fazer isso ainda é con­sid­er­ada um grande favor da empresa, para que o tra­bal­hador con­siga “cumprir os objec­tivos” e não seja despedido.

Esses objec­tivos são fix­a­dos pelas chefias, mas “muitas vezes a meio do mês mudam os objec­tivos”, diz Car­los. “A pressão é enorme, e a insta­bil­i­dade tam­bém. Há pes­soas a chorar nos inter­va­los, há pes­soas que não aguentam”.

Nuno, que tra­balha na Teleper­for­mance (emb­ora o seu con­trato seja com uma outra emprsa, de tra­balho tem­porário, que per­tence à própria Teleper­for­mance), tal como Maria, ou Júlia, que é oper­adora da ZON, todos se ref­erem à mesma insta­bil­i­dade, ao salário baixo (nunca muito acima do salário mín­imo) e às for­mas de pressão para fazer aumen­tar a pro­du­tivi­dade. A frase que todos dis­seram já ter ouvido repeti­das vezes, nas várias empre­sas, é “Se não estás sat­is­feito, a porta de saída é ali”.

Nuno e um grupo de pes­soas a tra­bal­har em várias empre­sas de call cen­ter estão a ten­tar organizar-se, para criar um sindi­cato do sec­tor. Reuniram-se e redi­gi­ram um Bole­tim para um Sindi­cato dos Tra­bal­hadores dos Call Cen­ters, nº 0, inti­t­u­lado ‘Tás logado?” Chamam a atenção para a pre­cariedade, para os baixos salários, as for­mas de pressão e a neces­si­dade de se juntarem. Mas mis­tu­ram tudo isto com um dis­curso muito ide­ológico (com refer­ên­cias à Pri­mav­era Árabe e às man­i­fes­tações no Brasil) o que decerto não facil­i­tará a adesão de pes­soas que, pela natureza do seu tra­balho e vín­cu­los con­trat­u­ais, ten­dem a estar dom­i­nadas pelo medo.

Os nomes de todos os oper­adores cita­dos nesta reportagem são fic­tí­cios, a pedido dos mes­mos. O nosso pedido à PT para vis­i­tar o call cen­ter de Coim­bra foi recu­sado, com a expli­cação de que seria “uma falta de respeito pelas pes­soas que estão a tra­bal­har”. Uma entre­vista com um respon­sável tam­bém foi negada. Ape­nas chegou uma resposta por email às nos­sas questões sobre os con­tratos e as car­tas de rescisão, dizendo que “não é ver­dade”. Quanto aos casos con­cre­tos em que os oper­adores são instruí­dos para enga­nar os clientes, a “fonte ofi­cial da PT” escreveu: “Os casos con­cre­tos que ref­ere não têm qual­quer sig­nifi­cado face às cen­te­nas de mil­har de serviços ven­di­dos no M4O”.


Publicado em 21 de Ago de 2013

Paulo Moura ("repórter à solta" - Público)




Agora sim, tenho a certeza que já sabe CONTRA QUEM é que quer reclamar e O QUE É QUE QUER reclamar, na qualidade de consumidor / cidadão...


Vamos DIVULGAR! Conhecer a verdade é um DIREITO e um DEVER de cada cidadão... :)

Os call centers vão salvar a economia portuguesa?





Com­petên­cias em lín­guas estrangeiras, boa infra-estrutura tec­nológ­ica, salários baixos, desem­pre­ga­dos em deses­pero. Os Gov­er­nos têm feito um bom tra­balho, é mel­hor do que a Índia ou o Norte de África, con­sid­eram as grandes multi­na­cionais dos call cen­ters. E estão a vir para cá. A crise é “uma opor­tu­nidade extra­ordinária”, dizem os rep­re­sen­tantes do sec­tor, e os call cen­ters podem sal­var a econo­mia portuguesa.


Parece uma imagem do futuro. O edifí­cio é em betão e vidro, design leve e tons claros, com vista para o Tejo e o Oceanário, que fica mesmo em frente. Nos aus­cul­ta­dores, Maria ouve o bip de uma chamada interna. “Posso saber porque está de pé?” É a voz de uma das “team lead­ers”, que tem mais ou menos a idade da sua filha. “Eu já não disse que não quero ninguém de pé?”

Maria, segundo o relato que fez ao PÚBLICO, estava no seu posto, no call cen­ter da Teleper­for­mance, há várias horas. Como o sis­tema infor­mático tinha caído, e era pre­ciso esperar uns min­u­tos para que recomeçasse, tinha-se lev­an­tado para esticar as pernas.

Não pode estar de pé. É do regulamento”.

Eu con­heço o reg­u­la­mento, mas pre­ciso de levantar-me por um min­uto”, responde Maria.

Cala a boca”.

Não podes tratar-me assim, sou um ser humano”.

Se não estás sat­is­feita, a porta da rua é ali”.

O edifí­cio está divido em salas, cada uma ded­i­cada a um “pro­jecto”, com cen­te­nas de oper­adores sen­ta­dos em mesas iguais, com um ter­mi­nal de com­puta­dor e aus­cul­ta­dores. No refeitório, todo branco e onde as refeições, sub­sidi­adas, cus­tam 2,5 euros, ouve-se falar várias lín­guas. Grande parte dos tra­bal­hadores que cir­cu­lam, dali para os seus locais de tra­balho, ou para a porta de saída, para fumar, fazendo pas­sar os seus cartões de acesso pelos torni­quetes, são estrangeiros. Quase todos muito jovens.

O ambi­ente não é de campo de con­cen­tração. Nem sequer de linha de mon­tagem indus­trial. Ninguém corre, ninguém lev­anta a voz. Há uma placidez cor­data, quase doce, pelo menos à super­fí­cie. Na entre­vista que con­cedeu ao PÚBLICO, o CEO da Teleper­for­mance, João Car­doso, ref­ere repeti­da­mente as várias dis­tinções que a empresa tem obtido como Mel­hor Lugar para Tra­bal­har, atribuí­dos pelo Great Place to Work Insti­tute, ou a revista Exame.

Há menos de dez anos, a multi­na­cional francesa Teleper­for­mance tinha em Por­tu­gal 200 tra­bal­hadores. Hoje tem cerca de 4 mil. Há dois anos, inau­gurou este cen­tro no Par­que das Nações, com um inves­ti­mento de 3,2 mil­hões de euros, para 1200 tra­bal­hadores, mas tem outro nas ime­di­ações e um ter­ceiro na Avenida Infante Santo. Aqui prestam-se serviços de call cen­ter, con­tact cen­ter ou out­sourc­ing para algu­mas das maiores empre­sas mundi­ais. Há, neste edifí­cios, 24 lín­guas de tra­balho, todas de falantes nativos, com con­hec­i­mento pro­fundo não só da lín­gua, garante o CEO, mas tam­bém da cul­tura do respec­tivo país.

O edifí­cio da Teleper­for­mance da Expo– Oceanário, com o seu ambi­ente uni­formizado e assép­tico, jovem e poliglota, dis­ci­plinado, efi­caz e dócil, garan­tido por regras austeras, pre­cariedade con­trat­ual, horários inten­sivos e salários baixos, pode de facto ser a imagem do futuro. Do futuro em Portugal.

Quando começá­mos, em 2005, todos pen­saram que isto era um inves­ti­mento ilógico”, recorda João Car­doso, com orgulho nas qual­i­dades de gestão que levaram a empresa a ser um indis­cutível “caso de sucesso”. Mas admite que as condições em Por­tu­gal, para este tipo de negó­cio, são favoráveis. O mérito da Teleper­for­mance foi tê-lo perce­bido mais cedo. O seu êxito, hoje, acaba por tornar o ambi­ente ainda mais propí­cio para o boom do sec­tor. É a prova de que é pos­sível e de que fun­ciona bem. Out­ras multi­na­cionais de call cen­ter e out­sourc­ing estão a olhar para Por­tu­gal como o lugar per­feito para insta­lar os seus serviços.

Quando se pensa em call cen­ters gigan­tescos, out­sourc­ing de serviços de infor­mática e helpdesk, pensa-se geral­mente na Índia, China, Egipto ou Fil­ip­inas. São países con­ve­nientes, porque apre­sen­tam “estru­turas de cus­tos” muito favoráveis, ou seja, há pes­soas que tra­bal­ham com razoável com­petên­cia por salários mis­eráveis. Mas a con­jun­tura está a mudar.

Por um lado, porque os salários ten­dem a aumen­tar nesses países do out­sourc­ing tradi­cional, à medida que, por serem tão solic­i­ta­dos, vão criando know-how e espe­cial­iza­ção. E ao mesmo tempo há países onde os salários estão a baixar. Por outro lado, há outro tipo de van­ta­gens que começam a ser impor­tantes para algu­mas empre­sas, como a com­petên­cia lin­guís­tica, a prox­im­i­dade geográ­fica e cul­tural, a infra-estrutura tec­nológ­ica e de comu­ni­cações, a esta­bil­i­dade política e social.

É neste con­texto que Por­tu­gal surge neste momento como um des­tino apetecível para as multi­na­cionais do out­sourc­ing. “Há um con­junto de indi­cadores muito favoráveis”, diz ao PÚBLICO Guil­herme Ramos Pereira, secretário-geral da Asso­ci­ação Por­tu­gal Out­sourc­ing, que inte­gra algu­mas das maiores empre­sas do sec­tor. “Segundo vários estu­dos, em nen­hum dos indi­cadores esta­mos em número 1, mas esta­mos muito bem posi­ciona­dos em vários indi­cadores impor­tantes em simultâneo”.

O seg­redo parece ser esse: um bom cock­tail for­mado por salários baixos, com­petên­cias lin­guís­ti­cas, boa estru­tura tec­nológ­ica, boa local­iza­ção geográ­fica. “O Gov­erno Sócrates fez um grande inves­ti­mento em tec­nolo­gias de infor­mação e redes comu­ni­ca­cionais. A nossa rede de fibra, por exem­plo, prati­ca­mente não tem con­cor­rentes no mundo inteiro. O Gov­erno Sócrates deixou um bom legado nesse capí­tulo”, explica Ramos Pereira.

A situ­ação parece poder resumir-se assim: um país pobre com uma boa rede de fibra. E talvez esta seja a fór­mula sufi­ciente para atrair os grandes call cen­ters mundi­ais. No tra­balho exaus­tivo de lob­by­ing inter­na­cional que a Asso­ci­ação Por­tu­gal Out­sourc­ing está a fazer, em coop­er­ação com o AICEP, é mais ou menos esta a ideia que se passa. Com alguns bónus. Uma “força de tra­balho tal­en­tosa” é outra car­ac­terís­tica apon­tada nos fol­hetes que imprim­i­ram. “Aces­si­bil­i­dade mundial” é outra. “Estilo de vida” tam­bém é con­sid­er­ado impor­tante, com refer­ên­cia explícita às pra­ias, aos 250 dias de sol por ano e à culinária. É obvi­a­mente val­orizada a “infra-estrutura de tele­co­mu­ni­cações e de tec­nolo­gias de infor­mação” e, last but not least, o “com­pet­i­tivo custo do tra­balho” e ainda a segu­rança e esta­bil­i­dade do país.

Há, da parte de muitas grandes empre­sas, uma tendên­cia para o re-shoring, explica o secretário geral da Asso­ci­ação. Sig­nifica isto apos­tar no near-shoring, em detri­mento do off-shoring. Começaram a ser evi­dentes os prob­le­mas de ter um serviço de out­sourc­ing na Índia, por exem­plo, no caso de uma empresa baseada na Europa. “Se surge uma questão qual­quer, um gestor não apanha rap­i­da­mente um avião para a Índia, para ir discuti-la com um coor­de­nador local”.

Além disso, há a questão cul­tural. Um europeu tem uma lin­guagem e forma de pen­sar mais fáceis e efi­cazes para out­ros europeus. A questão lin­guís­tica foi um fac­tor van­ta­joso, por exem­plo, para a Índia, onde o Inglês é lín­gua ofi­cial. Mas hoje é cada vez mais fácil encon­trar, em qual­quer país, quem fale Inglês.

Em Por­tu­gal, por outro lado, há muitos cidadãos flu­entes em francês e alemão, dev­ido aos laços cri­a­dos pela emi­gração desde os anos 60 e 70. Para além disso, é fácil atrair falantes de todas as lín­guas. “Se Por­tu­gal é um país atrac­tivo para fazer férias, tam­bém, pelos mes­mos motivos, é fácil con­vencer estrangeiros a virem para cá tra­bal­har”, diz João Car­doso, da Teleper­for­mance. Há na empresa, explica ele, uma hier­ar­quia salar­ial con­soante a procura de cada lín­gua e o nível de vida no respec­tivo país. O salário de um oper­ador fin­landês, por exem­plo, pode chegar aos 1400 euros, mais do dobro do que gan­ham os oper­adores por­tugue­ses. Mas isso não seria sufi­ciente. O que con­vence um fin­landês a vir tra­bal­har para um call cen­ter em Por­tu­gal é o clima e o estilo de vida, a opor­tu­nidade de vir con­hecer pes­soas e ter uma exper­iên­cia, enquanto ainda lhe pagam alguma coisa por isso. São estes ele­men­tos, segundo o CEO, que a Teleper­for­mance coloca nos anún­cios de emprego pub­li­ca­dos na Fin­lân­dia. Ou seja, são dirigi­dos a jovens com von­tade de fazer umas férias remu­ner­adas, não a famílias ou profis­sion­ais inter­es­sa­dos em prosseguir uma carreira.

Tam­bém é esse tipo de mão-de-obra que é suposto os call-centers empre­garem entre os por­tugue­ses. Mas dev­ido à actual difi­cul­dade em encon­trar empre­gos, os call-centers surgem como a única opor­tu­nidade de tra­balho para pes­soas mais vel­has, com famílias e casas para pagar. Isso con­tribui para tornar a mão-de-obra mais com­pe­tente, ainda que igual­mente barata.

Joana tem 44 anos e tra­balha há dez em call cen­ters. É licen­ci­ada em Psi­colo­gia, mas só con­segue tra­balho nesta área. Como não tem alter­na­ti­vas, decidiu levar a sério o seu emprego. Pas­sou por vários call cen­ters, até chegar a este, de uma empresa japonesa, onde, diz, é final­mente tratada como um ser humano, ape­sar de igual­mente mal paga. “Pela primeira vez, alguém me disse um ‘obri­gado’ pelo meu esforço”, conta ela. “Foram dez anos de humil­hações, insul­tos, des­on­esti­dade, roubo”. Na Teleper­for­mance, por exem­plo, nunca lhe dis­seram “bom dia Joana”, como acon­tece agora. “Nunca ninguém me tinha tratado pelo nome”.

Mas Joana ten­tou sem­pre ver o lado pos­i­tivo do tra­balho: “Fui aprovei­tando a for­mação que as empre­sas são obri­gadas a dar”. Como os oper­adores têm de apren­der as especi­fi­ci­dades das empre­sas e sec­tores para as quais têm de prestar serviços de infor­mações (inbound) ou de ven­das (out­bound), os call-centers dão for­mação intensiva.

Eu talvez con­seguisse tra­balho na minha espe­cial­i­dade, de Psi­colo­gia Clínica, mas seria tam­bém mal paga. Por isso, para gan­har pouco, pre­firo estar numa área onde não invisto nada. Não pre­ciso de me pre­ocu­par, nem de estu­dar. Eles dão for­mação. São eles que investem em mim, não sou eu que invisto neles”.

A empresa onde Joana tra­balha presta serviços de helpdesk de infor­mática. Tem mais de mil oper­adores nas suas insta­lações numa das tor­res do Colombo, em Lis­boa. Joana lida ape­nas com uma empresa, uma multi­na­cional petrolífera francesa. “Tenho de dar infor­mações tanto a um engen­heiro que está no deserto a fazer prospecção de petróleo, como a um exec­u­tivo num escritório em Paris. E tenho de dar resposta a abso­lu­ta­mente tudo o que enten­dam per­gun­tar. É pre­ciso ter essa capaci­dade. Para isso é útil a exper­iên­cia que tenho, e o facto de ser por­tuguesa, com a nossa capaci­dade para desen­ras­car e resolver problemas”.

Na opinião de Joana, essa é outra das car­ac­terís­ti­cas que as multi­na­cionais procu­ram em Por­tu­gal. “Os indi­anos só fazem o que lhes man­dam. Quando é pre­ciso decidir ou tomar decisões, pas­sam a um superior”.

Guil­herme Ramos Pereira con­corda que este binómio — baixos salários e qual­i­dade dos serviços — é a grande van­tagem com­pet­i­tiva de Por­tu­gal para se tornar num dos grandes cen­tros mundi­ais de out­sourc­ing e contact-centers. “É uma situ­ação que já existe há muito, não é de agora”, diz ele. Mas admite que a crise por­tuguesa tornou, pelo menos, a sedução mais visível. “A crise não é a razão, porque as condições já exis­tiam, mas vai per­mi­tir ala­van­car este esforço. Com a crise, há de facto uma opor­tu­nidade excepcional”.

Outro fac­tor não desprezível é a esta­bil­i­dade. Várias empre­sas que tin­ham o seu out­sourc­ing em países do Norte de África tiveram de fugir à pressa em con­se­quên­cia da Pri­mav­era Árabe. A Black­berry e a Voda­fone são exem­p­los dados por Ramos Pereira. Tin­ham todos os seus serviços con­cen­tra­dos no Cairo. Quando o Pres­i­dente Mubarak decidiu cor­tar o serviço de inter­net e telemóvel na cidade, não con­seguiu des­or­ga­ni­zar os man­i­fes­tantes da Praça Tahrir, mas logrou lançar o pânico na Black­berry em todo o mundo. “Não tin­ham alter­na­ti­vas, de repente ficaram paralisados”.

Por­tu­gal está por­tanto num momento ideal para a entrada das multi­na­cionais do call-center. Os últi­mos gov­er­nos dotaram o país de uma boa infra-estrutura tec­nológ­ica, baixaram os salários e aumen­taram o desem­prego até ao ponto de terem grande parte da pop­u­lação deses­per­ada, mas ainda não ao extremo de haver protestos vio­len­tos. Um bom tra­balho, na per­spec­tiva das multi­na­cionais. Para elas é per­feito: um país desen­volvido e mis­erável ao mesmo tempo.

Muitas já se insta­laram. A Fujitsu, a Xerox, a Microsoft, a Philips, o BNP Paribas, a Apple, tal como as espe­cial­izadas em out­sourc­ing Teleper­mor­mance, SITEL ou Rand­stad têm enormes cen­trais de atendi­mento em Por­tu­gal. A Asso­ci­ação Por­tuguesa de Con­tac Cen­ters cal­cula que  mais de 50 mil pes­soas tra­bal­ham no sec­tor. Mas a pre­visão é de que de ven­ham muitas mais empre­sas nos tem­pos próximos.

Este é o sec­tor de maior cresci­mento em Por­tu­gal”, diz João Car­doso, acres­cen­tando que as condições são “excep­cionais”. Guil­herme Ramos Pereira é ainda mais opti­mista, acha que a activi­dade pode vir a desem­pen­har um papel fun­da­men­tal na econo­mia por­tuguesa. “Muitas empre­sas france­sas estão a vir para cá, dev­ido à grande crise em França. E nós esta­mos a fazer um tra­balho junto de todos os grandes advis­ers inter­na­cionais, para se se crie um efeito de bola de neve”.

Mas o exec­u­tivo da Por­tu­gal Out­sourc­ing adverte con­tra o termo call cen­ter e a imagem neg­a­tiva que lhe está asso­ci­ada. “Não se trata ape­nas de call cen­ters, onde estão pes­soas sim­ples­mente a aten­der tele­fones, mas de out­sourc­ing, num sen­tido mais amplo. São esses serviços mais espe­cial­iza­dos que virão para Por­tu­gal, não o call cen­ter puro e duro”.

O líder da Teleper­for­mance defende a mesma ideia. “As condições que temos podem ser boas, mas não bas­tam”. Para ser­mos com­pet­i­tivos, o serviço tem de ser muito bom, explica João Car­doso. E pre­cisa que qual­quer outra empresa, em qual­quer país, nos pode roubar o lugar e as van­ta­gens, em pouco tempo. “Nós temos 12 meses de avanço”, diz, referindo-se à Teleper­for­mance. Esse é o lapso de tempo de que qual­quer empresa pre­cisa para se colo­car à altura. O CEO da Tele­por­mor­mance não admite que dizer isto é o mesmo que afir­mar que o negó­cio dos call cen­ters tanto pode crescer expo­nen­cial­mente, como desa­pare­cer num ápice, com as empre­sas a deslocarem-se para zonas do globo entre­tanto mais favoráveis, e dei­tando a perder todo o bene­fí­cio para a econo­mia e a cri­ação de emprego.

O seu argu­mento é que a indús­tria dos call cen­ters é tão ou tão pouco segura como qual­quer outra, incluindo a indus­tria automóvel alemã ou relo­joeira suíça, que podem ser destron­adas a qual­quer momento. É tudo uma questão de boa gestão e de saber aproveitar as oportunidades.

Por­tu­gal não pode perder esta, que lhe está a ser ofer­e­cida pela crise, mas deve inve­stir nos call cen­ters como um sec­tor estratégico e de qual­i­dade. Se os serviços presta­dos não forem bons, os clientes fugirão para a Poló­nia, Hun­gria ou Romé­nia, que tam­bém ofer­e­cem boas condições. Ou Mar­ro­cos, que sai mais barato.

Para que o sec­tor possa desenvolver-se é pre­ciso com­preen­são e apoio da parte do Estado. Dev­e­ria haver, na Uni­ver­si­dade, uma licen­ciatura em Oper­ador de Call Cen­ter, defenfe o CEO da Teleper­for­mance, para que as empre­sas não ten­ham de ser elas a inve­stir em for­mação. Uma licen­ciatura do género, lem­bra João Car­doso, foi incluída na oferta cur­ric­u­lar uni­ver­sitária das Fil­ip­inas, país cujo prin­ci­pal pro­duto de expor­tação já são os serviços de call center.

Por outro lado, é necessário que o Gov­erno man­tenha a necessária flex­i­bil­i­dade nas leis lab­o­rais. Este é um dos sec­tores onde isso é mais impor­tante, admite. “A Espanha ten­tou reg­u­lar o sec­tor, e as empre­sas fugi­ram todas para a América Latina”.


Publicado em 21 de Ago de 2013

Paulo Moura ("repórter à solta" - Público)





Quando o povo EXERCE O SEU DIREITO DE VOTO, elege alguém que supostamente vai tomar decisões "A FAVOR" dos interesses do povo, para o qual "TRABALHA"... Será??? Reparemos neste parágrafo... 



"Por­tu­gal está por­tanto num momento ideal para a entrada das multi­na­cionais do call-center. Os últi­mos gov­er­nos dotaram o país de uma boa infra-estrutura tec­nológ­ica, baixaram os salários e aumen­taram o desem­prego até ao ponto de terem grande parte da pop­u­lação deses­per­ada, mas ainda não ao extremo de haver protestos vio­len­tos. Um bom tra­balho, na per­spec­tiva das multi­na­cionais. Para elas é per­feito: um país desen­volvido e mis­erável ao mesmo tempo."


Penso que agora ficou BEM CLARO, para quem é que na realidade os nossos governantes TRABALHAM e porque é que a crise em Portugal "teima" em não ter fim...


E como "não há uma sem duas"...


"Para que o sec­tor possa desenvolver-se é pre­ciso com­preen­são e apoio da parte do Estado. Dev­e­ria haver, na Uni­ver­si­dade, uma licen­ciatura em Oper­ador de Call Cen­ter, defenfe o CEO da Teleper­for­mance..."

"LINDA" ideia, não? O que é que poderemos dizer sobre isto? Talvez... COMPLETO ABSURDO??? 


RECOMENDO VIVAMENTE a leitura deste EXCELENTE artigo a TODOS os portugueses, sem excepção! 

Vamos DIVULGAR! Conhecer a verdade é um DIREITO e um DEVER de cada cidadão... :)

sábado, 22 de junho de 2013

Entrevista a Eduardo Galeano, na "Acampada BCN" - Plaza Catalunya-Barcelona, em 24 de Maio de 2011






"E os jovens já não votam!"

"Não votaram porque não acreditam na "DEMOCRACIA" que lhes oferecem."

"E não pensem que eles não acreditam na DEMOCRACIA... Não!!! É nesta "DEMOCRACIA MANIPULADA", nesse nome sequestrado, pelos banqueiros, pelos políticos mentirosos... Pelos "artistas de circo" que oferecem um pirueta diferente a cada dia..."

Eduardo Galeano 


Como eu compreendo estes jovens que não votam...

Não consegui encontrar qualquer desperdício NAS PALAVRAS DE Eduardo Galeano! Consegui encontrar sim, SABEDORIA e SENTIMENTO em abundância!!!

IMPERDÍVEL!!! :)