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quinta-feira, 3 de maio de 2012

O outro lado da linha






"Em Portugal há 50 mil pessoas a trabalhar em Contact Centers, uma área de negócio que continua em expansão, 30 anos depois de um tímido início.
Para muitos licenciados, trabalhar como operador de Call Center é actualmente uma das poucas saídas profissionais; para quem tem mais de 40 anos e está desempregado também.
Como é trabalhar do outro lado da linha? Que ideias feitas e preconceitos giram em torno desta actividade? A Grande Reportagem SIC deste domingo foi à procura de respostas e encontrou uma realidade que não se pinta a preto e branco.

Hoje, grandes empresas das mais diversas áreas: distribuidores de energia, operadores de telecomunicações, companhias de seguros, bancos, mas também linhas de apoio, como a Saúde 24, ou entidades como a Deco - associação de defesa dos consumidores - fazem atendimento, venda ou assistência técnica através de Contact Centers que estão fora do espaço físico da empresa, em qualquer parte do país ou do mundo.

O Outro Lado da Linha é a Grande Reportagem SIC deste domingo. Um trabalho de Sofia Arêde, com imagem de Mário Cabrita e edição de imagem de Vanda Paixão."


29 de Abril de 2012

Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemsic/2012/04/26/o-outro-lado-da-linha 


Podem ver a Grande Reportagem "O Outro Lado da Linha" nesta página do facebook (começa após os primeiros 10 minutos do vídeo):


A exploração dos funcionários nos call-centers



"O funcionário de uma central de atendimento telefônico na Alemanha só permanece no emprego por um período de um ano e meio, até ser demitido, pedir ele próprio demissão ou abandonar o emprego.

Annegret Faber, da Deutsche Welle

Berlim - Na Alemanha, 5.700 call centers empregam em torno de 440 mil pessoas, em sua maioria mal remuneradas e expostas a altas doses de estresse no dia-a-dia.

A rotina do jovem Thomas Seidel, de 23 anos, não é diferente da de muitos funcionários de call centers na Alemanha. Geralmente responsáveis por registrar problemas com mercadorias enviadas ao comprador, eles são obrigados a lidar com uma percentagem de pelo menos 20% de clientes irritados e, por isso, ríspidos ao telefone.

Mesmo assim, os funcionários desses call centers são obrigados a reagir com extrema cordialidade. Caso contrário, podem perder o emprego. Muitos não sabem lidar com essa situação, conta Seidel. "Muita gente pede licença médica por não aguentar isso. E passam muito tempo empurrando a situação desta forma, até serem demitidos em determinado momento", diz ele."
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Publicado em 23 de Setembro de 2009

Fonte / Saiba tudo em: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=8936039&indice=0&canal=159